O jeito 3G de viver: a nova tecnologia de telefonia celular está transformando os hábitos de milhares de consumidores

Para Henrique Puccini, 3G é uma tecnologia que não sai do bolso
Banda larga de internet em qualquer lugar. Facilidade para baixar jogos e filmes com maior facilidade. Fazer videochamadas. Assistir a canais de televisão por sinal digital. Estas são algumas das facilidades da telefonia 3G que estão virando a cabeça de milhares de joinvilenses. No Brasil, segundo a Anatel, já são 7,5 milhões de pessoas usando a nova tecnologia, que tem como ícone o iPhone.
Para o coordenador de computação Maurício Pillon, é uma nova forma de viajar. “Posso ir para qualquer cidade sem me preocupar em como fazer para encontrar um hotel ou uma estrada”. Para o gerente Henrique Puccini, a mudança foi radical: banda larga é coisa do passado.
E as empresas estão de olho neste mercado. Das quatro operadoras de telefonia móvel que atuam hoje na região de Joinville, apenas a TIM ainda não oferece o serviço em Joinville. E não tem planos para oferecer a tecnologia.
Os planos são bem variados e podem ser incluídos em pacotes para quem já usa celular. Mas há um porém: o sinal não cobre totalmente a cidade, mas sim grande parte, principalmente na região central e bairros próximos. Em todas as operadoras a rede está sujeita a oscilações de acordo com as condições do tempo.
Entenda a nova tecnologia
Depois dos celulares analógicos e digitais, chegaram os aparelhos com tecnologia 3G. A terceira geração em telefonia móvel usa um sistema de internet sem fio com maior capacidade e velocidade na transmissão de dados, o que possibilita o baixamento de vídeos e músicas em menos tempo.
Existem vários aparelhos capazes de captar o sinal 3G, basta o celular possuir a tecnologia WCDMA. Uma rápida leitura no manual do aparelho permite descobrir se o equipamento é compatível. O mais famoso deles é o iPhone da Apple.
A velocidade da conexão depende do plano escolhido junto à operadora. Os preços costumam variar de acordo com a capacidade e a rapidez na transmissão e recebimento de dados (veja gráfico ao lado).
“No Brasil, a velocidade máxima alcançada fica entre 500 kbps e um mega, enquanto em países europeus este número é três vezes maior e deve alcançar os 20 megas nos próximos anos. A demanda é crescente. Quanto mais o usuário conhece as vantagens, mais demanda gera”, explica o especialista Eduardo Tude, presidente de uma consultoria em telecomunicações.
Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em um ano, o número de usuários da nova tecnologia aumentou mais de quatro vezes e meia.
Uma nova maneira de viajar
O acesso ao 3G mudou a forma como o coordenador de computação da Udesc, Maurício Aronne Pillon, visita outras cidades.
“Estava em Curitiba e queria um lugar para comer. Com o acesso à internet através do celular, descobri quais restaurantes estavam mais próximos e o caminho mais fácil para chegar. A tecnologia 3G mudou minha forma de viajar. Agora, não tenho necessidade de fazer um planejamento tão específico.”
Maurício lembra que é preciso estar atento ao roaming, taxa adicional cobrada pelas empresas quando o cliente está fora de seu código de área, assim como acontece com os celulares. Outra dica é escolher um plano correspondente às suas necessidades.
“O tempo necessário para baixar arquivos é maior. Em casa, usando um plano básico de ADSL, demoro 50 minutos para fazer o download de um filme, enquanto no 3G este tempo aumenta em 20 minutos. Mas ainda assim, a possibilidade de conectar em qualquer lugar compensa essa diferença, pois facilita e muito a minha vida.”
Pensar duas vezes antes de ter banda larga
O gerente de conteúdo digital Henrique Puccin teve acesso ao 3G por meio do trabalho. Na empresa onde ele atua, o número de celulares que oferecem o sistema cresceu de um para sete desde que surgiu a tecnologia no Estado. Cliente há seis meses, ele afirma estar muito satisfeito e diz que transformou a tecnologia em uma ferramenta diária .
“Além de estar sempre conectado com clientes e empresa, uso também para meu entretenimento, como comunicadores instantâneos (como MSN) e sites. Me mudei faz pouco tempo e estou sem conexão em casa. Usando mais o 3G, comecei a ter dúvidas em relação à contratação de internet banda larga”, diz.
Além da vantagem de poder estar sempre online, Henrique destaca a qualidade do sinal. “A cobertura está muito boa na região Norte, em Florianópolis e Blumenau. No Sul do Estado já não está tão boa assim. Outro lado positivo é a queda dos preços. Antes, só era possível encontrar planos corporativos caros. Agora, dependendo do perfil da pessoa, ela pode encontrar opções com melhor custo. A velocidade para download é um ponto negativo, mas que no meu caso entra em equilibro quando coloco em conta a possibilidade de conectar em qualquer lugar”.
Fonte: Jornal A Notícia – 07/03/2010
O jeito 3G de viver: a nova tecnologia de telefonia celular está transformando os hábitos de milhares de consumidores
Para Henrique Puccini, 3G é uma tecnologia que não sai do bolso
Banda larga de internet em qualquer lugar. Facilidade para baixar jogos e filmes com maior facilidade. Fazer videochamadas. Assistir a canais de televisão por sinal digital. Estas são algumas das facilidades da telefonia 3G que estão virando a cabeça de milhares de joinvilenses. No Brasil, segundo a Anatel, já são 7,5 milhões de pessoas usando a nova tecnologia, que tem como ícone o iPhone.
Para o coordenador de computação Maurício Pillon, é uma nova forma de viajar. “Posso ir para qualquer cidade sem me preocupar em como fazer para encontrar um hotel ou uma estrada”. Para o gerente Henrique Puccini, a mudança foi radical: banda larga é coisa do passado.
E as empresas estão de olho neste mercado. Das quatro operadoras de telefonia móvel que atuam hoje na região de Joinville, apenas a TIM ainda não oferece o serviço em Joinville. E não tem planos para oferecer a tecnologia.
Os planos são bem variados e podem ser incluídos em pacotes para quem já usa celular. Mas há um porém: o sinal não cobre totalmente a cidade, mas sim grande parte, principalmente na região central e bairros próximos. Em todas as operadoras a rede está sujeita a oscilações de acordo com as condições do tempo.
Entenda a nova tecnologia
Depois dos celulares analógicos e digitais, chegaram os aparelhos com tecnologia 3G. A terceira geração em telefonia móvel usa um sistema de internet sem fio com maior capacidade e velocidade na transmissão de dados, o que possibilita o baixamento de vídeos e músicas em menos tempo.
Existem vários aparelhos capazes de captar o sinal 3G, basta o celular possuir a tecnologia WCDMA. Uma rápida leitura no manual do aparelho permite descobrir se o equipamento é compatível. O mais famoso deles é o iPhone da Apple.
A velocidade da conexão depende do plano escolhido junto à operadora. Os preços costumam variar de acordo com a capacidade e a rapidez na transmissão e recebimento de dados (veja gráfico ao lado).
“No Brasil, a velocidade máxima alcançada fica entre 500 kbps e um mega, enquanto em países europeus este número é três vezes maior e deve alcançar os 20 megas nos próximos anos. A demanda é crescente. Quanto mais o usuário conhece as vantagens, mais demanda gera”, explica o especialista Eduardo Tude, presidente de uma consultoria em telecomunicações.
Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em um ano, o número de usuários da nova tecnologia aumentou mais de quatro vezes e meia.
Uma nova maneira de viajar
O acesso ao 3G mudou a forma como o coordenador de computação da Udesc, Maurício Aronne Pillon, visita outras cidades.
“Estava em Curitiba e queria um lugar para comer. Com o acesso à internet através do celular, descobri quais restaurantes estavam mais próximos e o caminho mais fácil para chegar. A tecnologia 3G mudou minha forma de viajar. Agora, não tenho necessidade de fazer um planejamento tão específico.”
Maurício lembra que é preciso estar atento ao roaming, taxa adicional cobrada pelas empresas quando o cliente está fora de seu código de área, assim como acontece com os celulares. Outra dica é escolher um plano correspondente às suas necessidades.
“O tempo necessário para baixar arquivos é maior. Em casa, usando um plano básico de ADSL, demoro 50 minutos para fazer o download de um filme, enquanto no 3G este tempo aumenta em 20 minutos. Mas ainda assim, a possibilidade de conectar em qualquer lugar compensa essa diferença, pois facilita e muito a minha vida.”
Pensar duas vezes antes de ter banda larga
O gerente de conteúdo digital Henrique Puccin teve acesso ao 3G por meio do trabalho. Na empresa onde ele atua, o número de celulares que oferecem o sistema cresceu de um para sete desde que surgiu a tecnologia no Estado. Cliente há seis meses, ele afirma estar muito satisfeito e diz que transformou a tecnologia em uma ferramenta diária .
“Além de estar sempre conectado com clientes e empresa, uso também para meu entretenimento, como comunicadores instantâneos (como MSN) e sites. Me mudei faz pouco tempo e estou sem conexão em casa. Usando mais o 3G, comecei a ter dúvidas em relação à contratação de internet banda larga”, diz.
Além da vantagem de poder estar sempre online, Henrique destaca a qualidade do sinal. “A cobertura está muito boa na região Norte, em Florianópolis e Blumenau. No Sul do Estado já não está tão boa assim. Outro lado positivo é a queda dos preços. Antes, só era possível encontrar planos corporativos caros. Agora, dependendo do perfil da pessoa, ela pode encontrar opções com melhor custo. A velocidade para download é um ponto negativo, mas que no meu caso entra em equilibro quando coloco em conta a possibilidade de conectar em qualquer lugar”.
Fonte: Jornal A Notícia – 07/03/2010