Negócio de redes

Fernando Robleño

A praticidade do conceito de micro, como podem ser os microondas, microprocessadores, micromecânica, levou alguém a pensar: por que não criar um microblog? Foi essa a ideia que, em 2006, teve Jack Dorsey, a qual batizou de Twitter, uma rede social de mensagens via web, sms ou aplicativos, onde são usados somente 140 caracteres para os recados ou, como são chamados, os tweets.

Um estudo realizado em 2009 revelou que existem 11 milhões e meio de contas registradas no Twitter e isso vem chamando a atenção das empresas, que começam a adaptar seus negócios a esta nova rede social.

Se nos blogs se tinha a intenção de aproximar o leitor ao comunicador, o Twitter rompeu definitivamente qualquer barreira e colocou os dois cara a cara. As empresas, com intuito de lançar suas novidades ao mercado e apresentá-las ao consumidor, adotaram o Twitter como ferramenta de publicidade e como uma espécie de helpdesk pessoal, onde os clientes são ouvidos e, em sua maioria, atendidos. A Dell, por exemplo, importante marca de computadores, atendeu as reclamações feitas pelos usuários do Twitter a propósito do design de um de seus laptops. No Brasil, podemos citar o exemplo da construtora Tecnisa, que vem se destacando em suas ações publicitárias através do Twitter em vendas de apartamento. Mas em Joinville? As empresas locais já adotaram ou adaptaram sua linguagem aos tweets e seus 140 caracteres? Como as empresas entendem as redes sociais em relação aos seus negócios?

Henrique Puccini, gerente de conteúdo digital e de novas mídias da Humantech, uma das principais empresas de Gestão do Conhecimento do sul do Brasil, responde a estas questões.

Puccini nos conta que algumas instituições, como a Sociesc e a Univille, começaram a usar o Twitter como ferramenta de divulgação sobre os cursos oferecidos. Porém, o gestor dá a dica: “As unidades de ensino poderiam ter muito mais o que explorar, como avisos aos alunos sobre horários de aulas, calendário acadêmico e até informações com indicadores sociais e econômicos da cidade, já que essas instituições realizam pesquisas e estudos sobre Joinville”.

Outros ramos também estão explorando o Twitter e as redes sociais para disseminar as atividades que realizam. No quesito entretenimento, podemos destacar a casa noturna Moon, que, por meio dos perfis de seus donos, DJ e promoters consegue divulgar novidades, festas, preços, promoções e até fidelizar os clientes por meio de tweets ao longo da semana.

“No geral, este é o momento para que as empresas da região usem mais e melhor os recursos das redes sociais no cotidiano de suas atividades. O movimento iniciado de uso das redes sociais não irá diminuir. O consumidor 2.0 não espera menos das empresas que escolhe para adquirir, investir ou se relacionar e companhias precisam estar preparadas para conhecer e atender esse cliente, cada vez mais virtual”, afirma.

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Revista Premier Business – Março/Abril 2010

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